quarta-feira, 10 de março de 2010

Mãe em tempo integral

Um dos dias em que fui visitar minha querida avó no hospital, vi uma cena que me intrigou muito e até emocionou;
Vi um cara de 1,90 mais ou menos, com uma doença mental, não sei qual era mas percebia-se que era mental.
Ele ficava andando de um lado para o outro no corredor e por mais que não apresentasse nenhum perigo andar por ali a mãe dele não o soltava nenhum segundo, andava com ele e parecia não estar irritada nem nada, era tudo com amor, com fragilidade
Fiquei pensando... Coitada dela.
Com certeza já esqueceu a sua sexualidade, sua vida deve ser monótona e sem emoção.
Mas depois de ouvir uma conversa dela com uma senhora (que provavelmente não pensava muito diferente de mim) cheguei à conclusão que tinha cometido um erro grave em meus pensamentos.
Que mal tem uma mulher esquecer sua sexualidade e ser mãe? Só mãe
E quanto a vida monótona, de exames, hospital, tentativas desesperadoras de melhora e NADA de uma balada ou um chopp.
Entretanto percebi que pra ela ter uma vida monótona é sempre ir para uma balada e beber um chopp, ficar nessa mesmice. E que sair disso é todos os dias ir ao hospital e ver que seu filho apresentou um quadro evoluído, houve um diferencial de ontem e isso à trás emoção.
Logo todos os dias dela tem algo que o destaca diferente, com emoção que esquecer sua sexualidade e ser mãe em tempo integral não é nada de outro mundo. Não quando você vive sua vida para um ser que precisa de um cuidado especial e não consegue viver sozinho.
Isso é amor, é incondicional e principalmente RARO
Mãe é um “bicho” complicado de se entender e SER.

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