Hoje ouvi uma noticia um pouco desestimulante quanto à minha avó, mas não é disso que vim aqui falar, mas sim do olhar do meu avô enquanto soube. Quando minha mãe contou o que havia acontecido, que a bonequinha (avó) havia piorado, foi como se um vazio tivesse surgido no olhar dele, de azuis ficaram vermelhos ardentes e ele lutou, e como lutou pra não deixar a maldita da lagrima cair, ainda mais na minha frente e da minha mãe. Enquanto voltava pra casa com ele, pensei em como deve ser dificil depois de 50 anos ver a pessoa que vocâ dividiu de maneira tão linda sua vida, ir embora aos poucos. Ele tomou coragem e me falou que estava com medo, que não saberia se aguentaria perder a única mulher que ele amou de verdade, que a vida dele já não faria mais sentido sem ela ao lado dele, depois dele falar tudo que tinha pra falar, o maximo que consegui fazer foi abraça-lo e dar o silêncio como apoio, pois no fundo sei que ele realmente não aguentaria.
São esses fatos que me fazem ter medo de entregar minha vida a outra pessoa, de dar o meu melhor e meu pior e depois de 50 anos perceber que um dos dois terá que ficar aqui, conviver com a dor, com a saudade e o desespero.
Mais do que apaixonada, muito mais, tem que ser forte pra encarar um casamento, pois a gente acaba se enganado de que será pra sempre...e no final se depara com uma frase bem verdadeira "nada é pra sempre"
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